Festival literário paulistano acontece de 30 de maio a 7 de junho, na praça Charles Miller, com mais de 100 autores, cerca de 240 atividades, programação infantil, debates, podcasts ao vivo e mais de 165 expositores
A Feira do Livro 2026 chega à quinta edição e transforma a praça Charles Miller, no Pacaembu, em uma grande praça pública da leitura. O festival literário paulistano, de sábado (30/5) a domingo (7/6), tem entrada gratuita e reúne mais de 100 autores, cerca de 240 atividades, com debates, lançamentos, autógrafos, podcasts ao vivo, para leitores de todas as idades.
A programação é composta por literatura, jornalismo, política, cultura afro-brasileira, pensamento indígena, futebol, infância, cultura do livro, comportamento, meio ambiente e discussões contemporâneas. A edição também reforça a presença de autores brasileiros e internacionais e amplia a relação do festival com a cidade, ocupando a praça Charles Miller com atividades abertas ao público.
Entre as novidades deste ano, uma plataforma digital especialmente desenvolvida para explorar as programações oficial e paralela e os mais de 160 expositores participantes d’A Feira do Livro 2026, disponível no site afeiradolivro.com.br.
Com essa ferramenta, o leitor pode salvar os eventos de seu interesse automaticamente na agenda do Google, assim como navegar pelas listas de autores convidados, editoras, livrarias e instituições presentes nos espaços expositivos. Também é possível acompanhar as novidades d’A Feira do Livro no perfil @afeiradolivro, no Instagram, e pela cobertura especial da Quatro Cinco Um, na redação especialmente montada em uma tenda, no meio da praça, sob coordenação da editora executiva da revista, Beatriz Muylaert.
A Feira do Livro é uma realização da Associação Quatro Cinco Um, organização voltada para a difusão do livro no Brasil, da Maré Produções, empresa especializada em exposições de arte, e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet. A direção geral é de Paulo Werneck, da Associação Quatro Cinco Um, e do arquiteto Alvaro Razuk, da Maré Produções. A direção executiva é de Mariana Shiraiwa.
A programação completa e eventuais atualizações devem ser consultadas diretamente na plataforma afeiradolivro.com.br — que deve ser considerada a fonte oficial de informações.
Programação oficial
Na programação oficial — que tem curadoria realizada de forma colaborativa com os expositores e parceiros d’A Feira do Livro, sob coordenação de Paulo Werneck e Maria Clara Villas —, cabe tudo o que pode caber num livro. O que se busca é a mistura de gerações, gêneros literários, artes, ciências, origens e sensibilidades.
Realizadas em três palcos simultâneos — o Palco da Praça; o Auditório do Museu do Futebol, no Museu do Futebol; e o Espaço Rebentos, voltado para o público infantojuvenil —, estão previstas mais de 100 atividades gratuitas. A programação começa a todo vapor no primeiro fim de semana, desacelera um pouco de segunda a quarta-feira, e volta com força máxima da quinta-feira (feriado de Corpus Christi) até o encerramento, no domingo.

A programação do Palco da Praça e do Auditório do Museu do Futebol inclui 110 autores e autoras, entre eles internacionais expoentes da ficção, como o italiano Sandro Veronesi; da não ficção, o também italiano Stefano Mancuso, a argentina Paula Sibilia e o jornalista norte-americano Charles Duhigg; e da história contemporânea, o português Rui Tavares e o norte-americano Norman Finkelstein.
Além disso, a vocação latino-americana do festival literário paulistano se reafirma em 2026 com a presença de grandes nomes da cena contemporânea, como a colombiana Pilar Quintana, além de outros escritores de Colômbia, Chile, Argentina e Uruguai, que vão dialogar com autores brasileiros. São dezessete autores estrangeiros no total, vindos de Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Nigéria, Rússia, França, Portugal, Espanha e Estados Unidos.
A literatura brasileira também conta com representantes de peso, dos consagrados (Ana Maria Machado, Nei Lopes, Silviano Santiago) aos novíssimos (Ana Estaregui, Maria Brant, Bernardo Ceccantini, Ian Uviedo), dos best-sellers (Carla Madeira) aos autores experimentais (Reinaldo Moraes). Autores fundamentais para o debate literário atual, como Jeferson Tenório, Eucanaã Ferraz, Noemi Jaffe, Gregorio Duvivier, Giovana Madalosso e Mariana Salomão Carrara, terão encontros memoráveis com o público.
Na não ficção, a programação oficial reúne alguns dos principais narradores da vida contemporânea brasileira, da política (Fernando Morais, que biografou Lula) à cultura popular (Adriana Negreiros, que biografou Dercy Gonçalves), passando por esporte (Bial, que biografou Isabel do vôlei, e Uirá Machado, que biografou Mequinho), literatura (João Barile, que biografou Silviano Santiago), vida noturna, música e cultura urbana (Erika Palomino, Camilo Rocha, Gaía Passarelli).
A cultura afro-brasileira está entre as principais linhas de força da programação oficial, presente em diferentes eixos temáticos: literatura, religião, filosofia, economia, entre outros. O pensamento indígena se reafirma com a presença do escritor paraense Daniel Munduruku e da autora chilena do povo mapuche Daniela Catrileo.
Após as mesas, os autores e as autoras realizam sessões de autógrafos na Livraria dos Autores, sob o comando da Livraria da Travessa pelo segundo ano consecutivo.
Jornalismo
Em ano eleitoral, com o debate público e o noticiário fervendo diariamente, A Feira do Livro 2026 traz, em sua programação, uma contribuição indispensável: o jornalismo independente brasileiro. Jornais, revistas e podcasts levarão aos palcos do festival literário paulistano algumas das estrelas de suas redações e bancadas para entrevistar autores e analisar cenários e perspectivas do país e do mundo.
Por esse motivo, a programação oficial d’A Feira do Livro 2026 traz alguns dos mais populares podcasts brasileiros de livros, cultura e política: o 451 MHz, da Quatro Cinco Um; o Foro de Teresina, da Piauí; o Calma Urgente!, do Estúdio Fluxo; e o Rádio Companhia, da Companhia das Letras.
Além disso, o jornal Folha de S. Paulo assina a faixa de quatro debates Folha na Praça na programação oficial, em que grandes nomes da redação do jornal paulistano vão entrevistar autores de livros de política e cultura. No mesmo espírito, a newsletter Nem Toda Mulher, da psicanalista Vera Iaconelli e da jornalista Carol Pires, terá um encontro especial no Pacaembu.
Copa e língua
A pauta em 2026 ainda inclui uma Copa do Mundo — e os autores de livros sobre futebol estão escalados na programação oficial d’A Feira do Livro. O jornalista argentino Alejandro Droznes conversa com o historiador e ensaísta Fabio Luis Barbosa dos Santos sobre a história da América Latina e o futebol.
A bancada do programa esportivo-humorístico Falha de Cobertura — Daniel Furlan e Caito Mainier —, por sua vez, promete arrancar risadas da plateia em uma mesa a ser realizada no domingo (7). No dia anterior (6), as já clássicas partidas de futebol em que autores e autoras se enfrentam no campo da Mercado Livre Arena Pacaembu, parceira da iniciativa. O público terá entrada livre na arquibancada para acompanhar os jogos.
Outro aguardado momento do festival literário é a palestra-show da peça O céu da língua, de Gregorio Duvivier, que marca o lançamento do seu novo livro, Aos pés da letra. O escritor e humorista vai apresentar na praça curiosidades, esquisitices e belezas do idioma de Camões e Adoniran Barbosa.
Cultura do livro
Os clubes do livro, que também vêm se popularizando e se consolidando na vida literária, terão dois representantes n’A Feira do Livro 2026: o Clube de Leitura de Literatura Japonesa, realizado pela Japan House São Paulo em parceria com a Quatro Cinco Um, e o clube do livro da jornalista Roberta Martinelli, que sobreviveu à extinção da rádio Eldorado FM de São Paulo.
A programação em torno da cultura do livro ainda inclui uma conversa sobre o projeto Mapa das Livrarias de Rua, com a editora e livreira Cecilia Arbolave e as livreiras Julia Souto Araujo, Monica Carvalho e Tereza Grimaldi.
Espaço Rebentos
O Espaço Rebentos, palco d’A Feira do Livro 2026 voltado para o público infantojuvenil, chega à sua segunda edição com uma programação focada em crianças de 4 a 9 anos, mas aberta a rebentos de todas as idades.
Criado em 2025 com o objetivo de dar destaque a novos livros para uma nova geração de leitores, o Espaço Rebentos logo se tornou um dos locais mais concorridos do festival literário paulistano, confirmando-o como um programa completo para famílias de todos os tipos. Neste ano, a programação e os estandes de expositores especializados no gênero transbordaram os limites da tenda para formar um pequeno “bairro” para crianças dentro do festival.
Com cerca de 200 m², a arquitetura assinada pela equipe de Alvaro Razuk, codiretor-geral do festival, integra um palco para bate-papos, contação de histórias e pequenas apresentações musicais, além de um espaço voltado para oficinas sobre a cultura do livro. A expografia evoca criaturas que habitam as páginas de livros para crianças, como um imenso polvo de madeira, e traz também figuras humanas criadas pelo artista Marcelo Cipis e a identidade visual d’A Feira do Livro.
Há ainda um balcão para o credenciamento de crianças, que ganham crachás “iguais” aos dos autores convidados e da equipe do festival — além da brincadeira, os crachás servem como identificação e podem incluir o contato dos responsáveis. Completa o ambiente uma área para venda de livros e sessões de autógrafos com os escritores do Espaço Rebentos, sob o comando da Livraria da Travessa, a livraria oficial d’A Feira do Livro.
Além disso, dos dois lados do Espaço Rebentos estão espalhados estandes de expositores especializados em livros para as infâncias, na Tenda das Ilhotas e nos espaços expositivos vizinhos. Ao todo são dezesseis expositores voltados para o público infantojuvenil (Clube Quindim, Bamboozinho, Caixote, Caxinguelê, Solisluna, Catapulta, FTD Educação, Quatro Cantos, Biruta, Aletria, Peirópolis, Barbante, Mostarda, Cuca Fresca, Melhoramentos e Amélie), além dos selos de editoras presentes em outros setores d’A Feira do Livro.
São 45 atividades destinadas aos jovens leitores, todas gratuitas. Essas atividades integram a programação oficial do festival, realizada de forma colaborativa com os expositores e parceiros, sob coordenação de Paulo Werneck, Maria Clara Villas e da jornalista Jaqueline Silva, responsável pela cobertura infantojuvenil da revista Quatro Cinco Um.
A curadoria do Espaço Rebentos percorre temas que aparecem também nas atividades para “adultos”, no Palco da Praça e no Auditório do Museu do Futebol, e reforçam uma das propostas fundamentais do festival literário paulistano: a formação de leitores. Aos finais de semana e no feriado prolongado, o Espaço Rebentos contará com leituras mediadas das 13h às 17h. As mediações são feitas por Ciro do Prado Maggi, contador de histórias e mediador de leitura.
A programação oficial completa está disponível em afeiradolivro.com.br e no final deste release.
Programação paralela
A programação paralela d’A Feira do Livro acontece nos três Tablados Literários — Espaço Motiva, Tablado Mário de Andrade e Tablado Bubu —, pequenos espaços dedicados à programação organizada por editoras e instituições, expositores e parceiros que apresentam lançamentos, autografam livros e realizam debates. Neste ano, os espaços reúnem mais de 130 atividades gratuitas.
Espaço Motiva Tablado Literário
Pelo segundo ano consecutivo, o Instituto Motiva patrocina e apoia a realização de um dos Tablados Literários d’A Feira do Livro. Concebido como um espaço de convivência, troca e formação de leitores, o Espaço Motiva Tablado Literário receberá mais de 40 atividades ao longo dos nove dias do evento, incluindo debates, bate-papos, lançamentos e apresentações acerca de temas como democratização da leitura, música, literatura infantil, meio ambiente e cultura afro-brasileira.
Tablado Literário Mário de Andrade
Localizado na ala oeste da praça Charles Miller, o Tablado Literário Mário de Andrade reúne a programação elaborada pelos expositores e pela Prefeitura Municipal de São Paulo.
Democracia, autoritarismo, tecnologia e diversidade estão entre os temas que guiam a programação. Além, é claro, da relação entre livro, cultura e território, com mesas sobre o papel das bibliotecas públicas na democratização da leitura e na economia criativa, e com a participação dos colunistas da Quatro Cinco Um em debate sobre crítica cultural, cobertura de livros e os desafios da recepção à crítica literária na atualidade.
Tablado Literário Bubu
Localizado ao lado do Bubu Restaurante, parceiro desde a primeira edição d’A Feira do Livro, o Tablado Literário Bubu traz conversas sobre política, indústria da cultura, mercado editorial e criação literária.
As atividades da programação paralela estão disponíveis em afeiradolivro.com.br.
Estrutura

A Feira do Livro é realizada ao ar livre e ocupa uma área de mais de 23.000 m², normalmente dedicada à circulação e ao estacionamento de carros. Sua estrutura inclui seis palcos para receber mesas literárias e outras atividades, uma livraria oficial para as sessões de autógrafos e espaços ocupados pelos expositores. Esta edição conta também com novos espaços de convivência, projetados para funcionar como pequenas pracinhas, com cadeiras e bancos para o público descansar entre um debate e outro, ler um livro ou conversar.
“A Feira do Livro consolida, em sua quinta edição, a qualificação do espaço público, privilegiando o uso por pedestres”, diz Alvaro Razuk, codiretor-geral e responsável pelo projeto arquitetônico do festival literário paulistano. Razuk também assina a direção de arte.
Neste ano, a identidade visual d’A Feira do Livro, desenvolvida pelo Estúdio Campo, evoca a geometria das lonas de barracas de feiras livres de São Paulo. O universo da feira de alimentos também está presente nas frutas desenhadas em caracteres tipográficos — e ainda na própria feira livre do Pacaembu, uma das mais tradicionais da cidade.
O espaço ocupado pela estrutura do festival literário foi dividido em quatro setores, identificados por frutas e cores: Acerola (amarelo), Banana (verde), Caju (laranja) e Dendê (azul). As mais de 165 editoras, livrarias e instituições socioculturais que participam da edição ocupam três tipos de espaço expositivo, que formam uma aldeia no asfalto: bancadas, que ficam na Praça das Bancadas; as ilhas, espaços intermediários que ficam agrupados na Tenda das Ilhas; e as tendas individuais, que são organizadas em “quadras”, criando vielas para a circulação do público e podendo ser ocupadas por um ou mais expositores.
A rotatória central abriga a Praça do Telão. Ali o público pode acompanhar as atividades que acontecem no Palco da Praça, estendendo uma canga ou se acomodando nas cadeiras dispostas no local.
Alimentação
A praça de alimentação d’A Feira, localizada na entrada do festival, oferece mais de vinte opções para comer e beber. O público pode escolher entre vários tipos de comida: hambúrguer, churrasco, pastel, tapioca; ou aproveitar a culinária internacional — japonesa, mexicana, alemã e polonesa. Além disso, outras opções de petiscos e bebidas estão disponíveis ao redor da praça em carrinhos ambulantes. O festival conta também com três pontos de hidratação.
Acessibilidade e mais
A Feira do Livro conta ainda com um espaço de acomodação sensorial, destinado a acolher o público neurodiverso que precise de apoio para se regular num ambiente um pouco mais tranquilo. Os palcos e tendas contam com rampas de acesso, cadeiras de rodas estão disponíveis para empréstimo e há lugares reservados na plateia para pessoas com deficiência. Além disso, todas as mesas da programação oficial terão intérprete de libras.
O festival conta ainda com a presença de duas Unidades Móveis de Atendimento, em parceria com a Coordenação Municipal de Políticas para LGBTI+, sendo uma unidade LGBTI+ e outra para Atendimento às Mulheres, cujo foco é ampliar a rede de proteção na cidade de São Paulo, garantindo acesso aos serviços da rede de enfrentamento à violência contra a mulher.
Expositores
A Feira do Livro tem como preocupação central a bibliodiversidade, isto é, a presença de editores e autores de perfis diversos, trazendo diferentes pontos de vista para o debate. Como forma de garantir esse aspecto fundamental da circulação de ideias, em 2026 o festival recebe mais de 160 expositores, entre editoras, livrarias e instituições ligadas ao livro. A lista completa está disponível em afeiradolivro.com.br.
Apoios e parcerias
A Feira do Livro é uma realização da Associação Quatro Cinco Um, organização voltada para a difusão do livro no Brasil, da Maré Produções, empresa especializada em exposições de arte, e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.
A edição de 2026 tem patrocínio ouro do Mercado Livre, da Motiva e da Prefeitura de São Paulo, e prata do Itaú e Laranjinha Itaú. Juntos, os patrocinadores reforçam seu compromisso com o acesso à cultura, à leitura e à democratização do conhecimento. Conta ainda com o apoio do Pinheiro Neto Advogados, do Instituto Ibirapitanga, do Enjoei e da Companhia das Letras, além de parceria institucional da Livraria da Travessa, da Mercado Livre Arena Pacaembu, da SP Livro, e do Museu do Futebol, junto à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. O evento também tem o apoio institucional da Embaixada da França no Brasil, do Instituto Camões, da Arco Educação, do Ministério das Relações Exteriores do Uruguai, do Instituto Ramon Llull, da Gráfica Viena, da Chambril, da Kiro, da Frida & Mina, do INNSiDE by Meliá São Paulo Higienópolis, do Ernesto Tzirulnik Advocacia, da Ecooar, da ArPa, da ,ovo e do Bubu restaurante. A visibilidade e a difusão d’A Feira do Livro 2026 são ampliadas por meio de parcerias de mídia com a Quatro Cinco Um, Folha de S. Paulo, UOL, TV Brasil, Rádio Nacional, JCDecaux, Piauí, CartaCapital, Mídia Ninja, Nexo, Gama e PublishNews, que potencializam o alcance do evento.

















