Espaço inaugurado na Praça Alberto Eduardo Bellinghausen, recém-revitalizada, passa a abrigar marca de Cultura da Paz, presente em 24 cidades brasileiras e em diversos países espalhados pelo mundo
“Este marco simboliza o ideal dos povos em busca da paz, da fraternidade e da solidariedade.” A frase gravada em uma das placas do Monumento Marco da Paz sintetizou o espírito da cerimônia realizada neste domingo (1°/3), quando a Prefeitura de São Bernardo inaugurou oficialmente o equipamento na Praça Alberto Eduardo Bellinghausen, no Centro. O monumento passa a integrar um dos cartões-postais da região central, na praça que foi entregue totalmente revitalizada em dezembro de 2025. Com área de 35 mil metros quadrados, a praça recebeu nova iluminação em LED, paisagismo, melhorias de acessibilidade, pintura geral e plantio de mudas de árvores e flores.

Idealizado pelo ítalo-brasileiro Gaetano Brancati Luigi, o Marco da Paz nasceu da experiência vivida por ele ainda criança durante a Segunda Guerra Mundial. O monumento é caracterizado por um arco de pedra, uma pomba com a inscrição “Pax” e um sino de cobre, elementos que remetem à união entre os povos e ao compromisso com a não violência.
Na cerimônia de inauguração, o prefeito Marcelo Lima destacou o significado histórico da instalação do monumento no município. “Tenho certeza de que a relevância histórica desse monumento terá uma importância enorme para São Bernardo. A pauta da paz não está ligada apenas à ausência de guerra ou ao debate sobre armamentos, mas também à garantia de direitos, à união entre as pessoas e à capacidade do poder público de fomentar empatia e respeito. Que este Marco da Paz seja um lembrete diário de que cada gesto de respeito, cada palavra de entendimento e cada atitude de solidariedade ajudam a construir uma cidade melhor. Enquanto o mundo discute a possibilidade de mais uma guerra, queremos pedir e gritar por paz na nossa cidade”, afirmou o chefe do Executivo municipal.

Presente ao evento, Gaetano sustentou que o Marco da Paz nasce do desejo de proteger a vida e a família, valores que considera centrais para a construção de uma sociedade mais justa. Segundo ele, o monumento é um chamado permanente à responsabilidade coletiva, especialmente em um momento em que o mundo enfrenta conflitos e tensões internacionais. “Essa é a obra que devemos preservar para fazer realidade à paz, para condensar nossa existência”, pontuou.
O conceito dialoga com as diretrizes da Cultura da Paz estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), que incluem o respeito à vida, à democracia, aos direitos humanos e à diversidade; a rejeição à violência física, psicológica e social; além do incentivo à educação para a paz, à solidariedade e à preservação do meio ambiente.
















