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Após melhorias, rede municipal de São Bernardo fecha 2025 sem registro de morte materna 

Resultado é histórico na cidade e reflete investimentos e qualificações realizados no Hospital da Mulher durante primeiro ano de administração do prefeito Marcelo Lima

“Encontrei uma equipe de profissionais, todas mulheres, que me deram muito apoio, estiveram do meu lado, explicando tudo, me auxiliando. O sentimento hoje é de paz e tranquilidade.” Quem escuta a moradora do Jardim Portugal, em São Bernardo, Maria Julia Busato de Campos Zemetek, de 21 anos, contar tão calmamente a sua experiência, pode nem imaginar que ela passou por uma gestação e parto gemelar de risco e teve uma hemorragia após a cesariana. Inserida imediatamente no Protocolo de Tratamento de Hemorragia Pós-Parto (HPP) do Hospital da Mulher, com adoção das medidas assistenciais preconizadas institucionalmente, Maria Julia se recuperou e ilustra importante resultado alcançado por São Bernardo em 2025: nenhuma morte materna na rede pública de saúde.

O resultado é histórico e reflete os investimentos e melhorias realizados no Hospital da Mulher durante o primeiro ano de gestão do prefeito Marcelo Lima. De acordo com o Ministério da Saúde, morte materna é o óbito de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou da localização da gravidez. É causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez ou por medidas tomadas em relação a ela.

Fotos: Divulgação/PMSBC
Fotos: Divulgação/PMSBC

Dentro do contexto de registro computado dos últimos anos, dados oficiais da Seção de Informações Epidemiológicas do Departamento de Proteção à Saúde e Vigilâncias apontam que em 2019 foram registrados três óbitos maternos na maternidade no município. O número passou para quatro em 2020, cinco em 2021, três em 2022, dois em 2023, três em 2024 e zero em 2025.

Maria Julia trocou o atendimento em plano de saúde pelo do Hospital da Mulher, e avalia que essa foi a melhor decisão que poderia tomar. “Foi um atendimento maravilhoso”, recordou a mãe dos pequenos Tomé e Francesco, nascidos em dezembro de 2025. Ela também é mãe de Noah, de 2 anos. “Todos no hospital sempre foram muito solícitos comigo, muito atenciosos. Todos os profissionais, médicos, sempre respeitosos, respeitando sempre as nossas decisões, minhas e do meu marido, junto com a nossa doula”, contou. “Graças ao atendimento que recebi consegui levar a gestação até 36 semanas, apesar de estar com contrações e dilatação desde a 33ª semana. Me apoiaram o tempo todo, antes e durante o parto, após, com a amamentação, com os cuidados com os bebês. Foi muito boa a minha experiência”, concluiu. 

O prefeito Marcelo Lima celebrou o resultado a partir de medidas no Hospital da Mulher, incluindo melhor infraestrutura e de humanização. “Muito orgulho de todas as melhorias importantes e necessárias no Hospital da Mulher logo no começo da nossa gestão. Reformamos o telhado, entregamos mais 22 leitos, mamógrafo, que, até então, esse hospital não tinha, e inauguramos a Casa da Gestante, mas estruturas físicas são apenas uma parte. O trabalho da equipe, que é extremamente dedicada e capacitada, com atendimento mais humanizado, é a outra parcela significativa dessa equação de sucesso”, destacou.

AÇÕES ESTRATÉGICAS – A diretora técnica do Hospital da Mulher, Dra. Adlin Veduato, detalhou que, ao longo de 2025, em conjunto com o Departamento de Atenção Básica e Gestão do Cuidado, foi implementado um conjunto de ações estratégicas voltadas à redução da mortalidade materna por causas evitáveis. Segundo a diretora, as iniciativas tiveram como eixos centrais a prevenção, a detecção precoce de riscos, a padronização das práticas assistenciais e a resposta oportuna às emergências obstétricas, fortalecendo a segurança do cuidado às gestantes e puérperas.

“Foram atualizados e padronizados protocolos assistenciais e institucionais para o manejo das principais causas evitáveis de mortalidade materna, incluindo hemorragia pós-parto (HPP); síndromes hipertensivas da gestação, com ênfase em pré-eclâmpsia e eclâmpsia; sepse obstétrica e tromboembolismo venoso (TEV)”, afirmou Dra. Adlin. “Adicionalmente, foi instituído o protocolo de Código de Emergências/Urgências Obstétricas, bem como a identificação das pacientes em investigação de pré-eclâmpsia por meio de pulseira laranja, associada ao controle rigoroso dos sinais vitais com periodicidade horária.”

Fotos: Divulgação/PMSBC

HUMANIZAÇÃO – Em 2025, foi implantado o programa de doula voluntária, representando um avanço significativo na humanização da assistência ao parto e nascimento. Outra medida foi a ampliação da agenda do Programa Bebê a Bordo, curso para gestantes de preparação para a chegada do bebê. Como proposta para 2026, o programa será disponibilizado para todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) em formato on-line, ampliando o alcance e a participação das gestantes.

“As ações implementadas em 2025 fortaleceram a linha de cuidado materno, integrando prevenção, diagnóstico precoce e resposta qualificada às emergências obstétricas. A atuação articulada entre a Atenção Básica e o Hospital da Mulher contribuiu de forma significativa para a redução da mortalidade materna por causas evitáveis, reforçando a segurança, a qualidade e a humanização da assistência prestada às gestantes e puérperas”, finalizou Dra. Adlin, diretora técnica da unidade.

O secretário de Saúde de São Bernardo, Dr. Jean Gorinchteyn, explicou que o índice de morte materna é um dos mais importantes indicadores da qualidade da saúde pública de um município. “Está diretamente relacionada aos atendimentos pré-natais, ao acompanhamento da gestante, seja a gravidez de alto risco ou risco habitual. Então é um resultado que nos enche de orgulho e que vira uma meta a ser alcançada nos próximos anos.”

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