Na Semana do Sono, estatísticas assustam no Brasil

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Entre 13 e 19 de março, especialistas discutem o assunto e descobrem que brasileiro está dormindo menos

Sim, existe a Semana do Sono. A data foi criada pela Associação Brasileira do Sono com o objetivo de alertar sobre a importância do descanso. Este ano, especialistas abordam o tema “Sono e sonhos melhores para um mundo melhor”. De acordo com Danilo Sguillar, otorrinolaringologista especialista em medicina do sono e responsável pelo departamento de medicina do sono do Hospital Estadual Mario Covas/FMABC, estamos passando por uma “epidemia de privação de sono”. “O ser humano nunca dormiu tão pouco como nos dias atuais. E quanto menos sono, menos sono REM (fase do sono na qual ocorrem os sonhos mais vívidos) e menos sonhos, consequentemente. Outras condições que diminuem o sono REM são: uso de álcool, medicamentos como alguns antidepressivos e ansiolíticos, além da apneia do sono”, ensina o médico.

Ainda segundo Sguillar, respeitar as horas de sono, dormir no horário correto, evitar estimulantes luminosos próximos da hora de dormir, assim como refeições copiosas são fundamentais para uma boa noite de sono. “Procure aprender a relaxar. Você pode buscar auxílio no mindfulness, no yoga, na meditação. É fato que uma pessoa relaxada dorme melhor, aprofunda no sono e acorda descansada”, adiciona.

De acordo com dados da Associação Brasileira do Sono (ABS), colhidos durante a Semana do Sono de 2018 e 2019, a população brasileira está dormindo menos nos dias da semana: o número pulou de 6,6 horas em 2018 para 6,4 horas em 2019. Entre as pessoas que relataram problemas com o sono, o número aumentou de 56,7% para 60,4% no último ano. Dentre as principais reclamações, estão: acordar durante a noite, acordar sentindo-se cansado, ter pesadelos e apneia do sono. Em relação as atividades realizadas na hora que antecede ao início do sono (higiene do sono), a utilização de aparelho eletrônico segue em primeiro lugar entre os adolescentes, com 94%, e assistir televisão entre os idosos, com 68,7%.

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