Miá Mello protagoniza monólogo sobre maternidade

“Em minha singela opinião, mãe boa é mãe feliz. Quanto mais pudermos exercitar nossa empatia, seremos mais fortes porque nunca estamos sozinhas”

Atriz fala sobre o desafio de mexer com o emocional do público e brinca com a autoidentificação: “Quem nunca”

Quem está acostumado a ver Miá Mello em papéis de pura comédia vai se surpreender com a atuação da atriz em “Mãe Fora da Caixa”, peça que acaba de chegar em São Paulo, após uma temporada de cinco meses de sucesso no Rio de Janeiro. O espetáculo é inspirado no best-seller homônimo da jornalista e escritora Thaís Vilarinho e coloca em questão vários temas pertinentes a uma das fases mais mágicas da vida: a maternidade. Embora o monólogo fale das dúvidas e anseios de uma mãe, Miá garante que a peça vale como ensinamento, e claro, diversão para todos, inclusive homens! Ela atendeu com exclusividade a equipe do ABC em Notícia e contou um pouco sobre esse desafio. Olha só!

AN: É uma responsabilidade estrear um espetáculo em São Paulo que fez tanto sucesso no Rio? Você sentiu diferença entre os públicos?
MM: Para mim, a responsabilidade é igual. O que aconteceu de diferente no Rio é que era minha primeira vez na peça e ela é um desafio porque é algo que eu nunca havia feito. Em São Paulo o teatro tem o dobro do tamanho, então, óbvio, bate um nervosismo. Além disso, antes da estreia em Sampa eu estava voltando de férias, ou seja, com ritmo mudado e tinha acabado de fazer uma cirurgia de varizes (risos). Fiquei um pouco ansiosa por conta disso: a peça exige muito fisicamente e achei que pudesse ter dores ou algo assim, mas deu tudo certo.

AN: Você disse que a peça é um desafio pra você. Em que sentido?
MM:
Essa peça é diferente de tudo que eu já fiz. É um texto que toca muito as pessoas: homens, mães, mulheres que não são mães, enfim, eu fiquei espantada com o fator de identificação muito alto do público. Eu lembro que assim que estreei, no hall do teatro, uma mulher me parou e disse: eu ri e chorei a peça inteira. Aquilo me emocionou porque as pessoas se inseriram no texto. Olha, costumo dizer que essa peça é, inclusive, para os homens, porque faz com que eles mergulhem em um universo que desconhecem de uma maneira diferente. Pronto, causei polêmica agora!

AN: Você é uma artista que atua na TV, no teatro e no cinema. Qual sua preferência?
MM:
Eu gosto de atuar de um modo geral, na verdade, eu gosto de me comunicar. O princípio da criação do personagem é meu processo predileto porque você o estuda como um todo. Claro que cada cenário tem seu atrativo: na TV você grava 12 cenas por dia enquanto que no cinema você filma 3 a 4 cenas somente. No teatro, a entrega é diferente e o grande “pulo do gato” é fazer a mesma peça como se fosse nova, a cada dia.

AN: Se a gente pudesse descrever você fora dos palcos com uma palavra seria “discreta”. Você não leva muito da sua vida pessoal a público, né?
MM:
Quanto mais eu conseguir manter minha vida pessoal longe dos holofotes, mais eu ganho como atriz porque eu tenho mais recurso de personalidade. Atualmente, é quase impossível manter isso. A gente mesmo se expõe nas redes sociais, não tem jeito. Ah, não acho que sou “discreta” assim, como você falou (risos). Na primeira pergunta já contei sobre a minha operação de varizes (risos).

AN: Quais os planos para este ano?
MM:
Ufa, são muitos. Brinco que a peça me trouxe muita fertilidade, não no quesito filhos, mas no sentido de ideias. Em abril, estreio a segunda temporada de “Homens” na Amazon. Depois devo fazer dois filmes (e quero fazer mais). Ainda, vou apresentar um talk show diferente e estou animada para, em maio, gravar meu podcast. Digo que o espetáculo foi um divisor de águas na minha vida de atriz porque me tornou uma mulher mais forte, mais empoderada (eu não queria usar essa palavra porque já está batida, mas foi…).

Não perca: “Mãe fora da Caixa” no Teatro das Artes no Shopping Eldorado, até 26 de abril. Em cartaz às sextas e sábados, às 21h e aos domingos, às 11h (quinzenalmente). Para mais informações: (11) 3034-0075

Por Renata Rode

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