Ekeko: conheça mais da mitologia andina e tenha prosperidade em sua vida

Ekeko é um Deus andino, responsável pela oferta de abundância e prosperidade na casa dos que acreditam

O Deus da abundância é celebrado a cada janeiro e foi alvo de disputa nos Andes

O mundo é permeado por uma quantidade incalculável de mitologias, mas um exemplo de fé, crença e popularidade tem nome e se refere à lenda do El Ekeko (também conhecido como Ekeko ou Kollasuyo), Deus andino da prosperidade, representado por um boneco da sorte.


Alvo de disputa entre Bolívia, Chile e Peru – tríade sul-americana percorrida pelo território andino -, El Ekeko nasceu no povoado andino de Aymarás, em meio a antiguidade pré-hispânica, como um homem simples chamado Iqiqu. Sábio e pacífico, ele era baixinho e forte, adornado por bigode e lluchu (gorro de lã colorida), e ganhava a vida vendendo produtos populares em um cesto de vime. Com a chegada dos homens brancos, Ekeko foi perseguido, morto e esquartejado, tendo seus restos mortais espalhados por múltiplos lugares para não haver risco de renascimento.


Por ser uma alma pura e essencialmente justa, El Ekeko ascencionou e, assim, tornou-se o Deus da prosperidade, da abundância e da boa sorte na mitologia andina. Celebrado na festa andina de Alasitas a cada 24 de janeiro, Ekeko é representado por um simpático boneco em miniatura, feito em cerâmica, madeira, pedra ou metal. Ao adquiri-lo, você deve colocar o Ekeko em uma parte da casa arejada e confortável para que a energia da fortuna circule livremente. Como agrados, notas de dinheiro, carros de brinquedo ou grãos de cereais podem ser colocados no entorno do boneco, representando as graças que os fiéis querem alcançar (riqueza, viagens, bens, etc). 


Outra simbologia importante é a do cigarro na boca: uma vez aceso, o fumo permite que Ekeko abra os caminhos para o fluxo da abundância dentro do merecimento de quem solicitar sua ajuda. Todos os anos, sempre no dia 24 de janeiro no Parque Dom Pedro II, acontece a Festa de Alasitas que reúne milhares de pessoas para confraternizar, comprar Ekekos e acessórios. Dessa forma, todos mantêm a lenda viva, com fé e esperança incomparáveis. Há, ainda, em São Paulo, no bairro do Pari, a Feira Kantuta, na rua Pedro Vicente, no bairro do Pari, aos domingos, das 11h às 19h, programa interessante para toda a família.

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