Comunidade autista ganha app colaborativo em todo território nacional

O "Rede Azul" foi criado recentemente pela mãe de uma portadora da Síndrome de Asperger

Lançado na Google Play Store, o “Rede Azul” facilita o acesso da comunidade autista a profissionais, serviços e oportunidades. Criado por Elaine Marques — mãe de uma garota com TEA (Transtorno do Espectro Autista) moradora de Indaiatuba, interior de SP — o app é colaborativo, permitindo que pessoas façam e avaliem indicações já presentes no sistema. Disponível no país inteiro, o recurso já é utilizado por usuários de Rio de Janeiro, Minas Gerais, Acre, Alagoas, Pernambuco, Distrito Federal, Mato Grosso e outros sete estados.


Construído a partir de experiências, o app pode ser acessado por usuários que frequentam locais ou utilizam serviços relacionado à comunidade autista denominados Pontos Azuis. Assim, outras pessoas podem consultar, vivenciar e, ainda, deixar sua avaliações. Com todas essas informações checadas por moderadores, o aplicativo calcula uma nota média para cada indicação.


A criadora usou os obstáculos entrados com a filha Alícia Nicol Marques, de 17 anos, portadora da Síndrome de Asperger, nível leve do TEA, como motivação para a empreitada. Desde o diagnóstico, Elaine Marques lida com dificuldades em buscar tratamentos, medicamentos e ensino adequado, pensando que, assim como ela, outras famílias deveriam passar pelos mesmos problemas. Dessa reflexão, surgiu “Rede Azul” que – futuramente – terá seus selos físicos fixados em estabelecimentos bem avaliados.


É calculado que existam 2 milhões de pessoas com algum nível do Transtorno do Espectro Autista no Brasil. As primeiras diferenças que Alícia Nicol Marques tinha em relação às outras crianças foram percebidas pela mãe aos 7 anos de idade. O diagnóstico, no entanto, veio somente muito tempo depois. “Até os 12 anos de idade, que foi quando conseguimos que ela fosse diagnosticada corretamente, os médicos diziam que ela tinha uma série de transtornos diferentes e receitavam remédios e tratamentos que não a ajudavam. Após essa fase, iniciamos uma outra luta: a busca por serviços e profissionais adequados para que ela pudesse se desenvolver”, conta a CEO do Rede Azul, Elaine Marques.


Até o momento, o aplicativo está disponível somente para Android, sendo possível tirar dúvidas sobre o recurso no Facebook (/redeazulapp) e via Instagram (@redeazulapp).

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