Água mineral: todo cuidado é pouco

Alguns cuidados básicos que o consumidor deve tomar para preservar a qualidade da água mineral

Durante o dia e, principalmente, após a ginástica, nosso organismo solicita uma reposição de água. Não é para menos: o corpo humano é constituído de 60 a 70% de água, logo, uma pessoa de 80 kg apresenta nada menos que 56 kg de água. Não é exagero afirmar que somos uma verdadeira caixa d’água ambulante.


A água é importante para realização de todas as funções metabólicas de nosso organismo e, após perdas repentinas como as ocorridas por horas no sol em uma praia, acessos de diarréia ou vômitos por doenças veiculadas por alimentos – e até por seções prolongadas de ginástica sem reposição hídrica -, podemos entrar em estados de desidratação com consequências terríveis para nosso organismo.


Nas academias sempre estão à disposição dos frequentadores garrafões de água mineral mas, o que vem a ser a “água mineral”? Por definição, águas minerais são aquelas provenientes de fontes profundas naturais (nascentes) ou artificialmente captadas (poços), que possuem propriedades físico-químicas distintas de outras águas (chuva, rios, lagos, mares e torneiras) por absorverem das rochas sais minerais (oligoelementos) que lhe conferem uma ação terapêutica.


No Brasil, há 17 variedades de água mineral comercializadas em copos, garrafas de vidro e garrafões. Quando o assunto é embalagem plástica para água mineral, o mercado oferece uma grande variedade de opções para que o consumidor possa escolher aquela que melhor atenda às suas necessidades. As principais vantagens da embalagem plástica são o baixo custo, facilidade no manuseio e transporte, leveza, praticidade e reaproveitamento do material utilizado (reciclagem, exceto para contato com alimentos).


Por conta disso, objetivando a qualidade do produto a fim de preservar a excelência das nossas águas minerais naturais, é necessário que nos garrafões retornáveis de 10 e 20 litros haja identidade quanto a fixação de prazo de validade, à transparência, ao diâmetro dos gargalos e outros elementos que possam tornar homogêneas as embalagens mencionadas, de forma a levar plena segurança ao produto desde sua captação até o consumidor, em harmonia com as diretrizes da lei.


Aqui seguem alguns cuidados básicos que o consumidor deve tomar para preservar a qualidade da água mineral:
• Solicite ao distribuidor que lhe forneça sempre garrafões em bom estado de conservação, de modo a não prejudicar a qualidade da água;
• Os garrafões devem ser armazenados em local arejado, longe da luz solar, para evitar que a água fique com cor esverdeada em função da proliferação de algas;
• Vire o recipiente de cabeça para baixo para ter certeza de que não há vazamento. Olhe o vasilhame na contraluz para ver se há sujeira interna;
• Verifique o lacre: ele deve estar bem aderente, sem folgas, rasgos e não pode estar mal encaixado;
• Preste atenção à data de validade. Depois do prazo, a água pode ser contaminada, levando o surgimento de bactérias, as chamadas ‘‘algas’’, ou ‘‘lodo’’;
• Garrafão autorizado por lei a circular é transparente. Não compre água em embalagem opaca;
• Antes de se colocar o garrafão na cuba, devem ser removidos totalmente: o plástico, lacre e a tampa. Para remover a tampa, tome cuidado para não utilizar facas com cheiros de alho, cebola ou outro tempero qualquer que possam ser repassados para a água;
• Limpe a boca e a parte de cima do garrafão que fica em contato com a cuba do bebedouro, utilizando de preferência, toalha em papel descartável embebida em detergente ou água sanitária;
• Da mesma forma, limpe a cuba do bebedouro, antes de colocar o garrafão;
• Ao utilizar copos que estejam em armários que passam algum tipo de cheiro, enxague antes de tomar a água mineral;
• Respeite o prazo de validade para consumo de água que é de 2 (dois) meses.

Por Roberto Martins Figueiredo, mais conhecido como Dr. Bactéria, Biomédico – Diretor Da Microbiotecnica e contratado da Rede Record

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