O mercado editorial na visão de Andréia Roma

Pioneira em seu segmento, a empresária dá dicas sobre produção literária e empreendedorismo

Ceo da Editora Leader, Andréia Roma é uma lição de vida em termos de empoderamento e visão de mercado, afinal são 20 anos de carreira e muitos títulos lançados. “Eu brinco que somos uma fábrica de realização de sonhos, com responsabilidade. Antes de ter o desejo de lançar um livro, é preciso saber qual é sua identidade como autor. Temos, atualmente, muitos autores no mercado com uma série de livros publicados – como o Augusto Cury – com suas marcas autorais. Isso não é coisa que acontece da noite para o dia. Ainda, é necessário ter certeza que o autor tem autoridade sobre o assunto e, depois, é preciso pensar na estrutura do livro, uma vez que – com o esqueleto da obra criado – os tópicos fluem naturalmente. O planejamento é a quarta fase porque todo livro começa com um trabalho planejado e, por fim, o quinto movimento é começar a escrever. Se há toda essa base bem estruturada acompanhada de mentoria editorial especializada no assunto, publicar um livro se torna uma ação trabalhosa, porém, fácil de realizar”, ensina.


A Editora Leader tem vários cases de autores e co-autores no mercado. “É possivel ter um livro rentável quando você trabalha sua identidade como autor. Hoje temos uma cadeia muito grande de palestrantes e treinadores com pleno potencial de publicarem suas obras”, defende a executiva.
Eis então que vem a pergunta que não quer calar: qual o custo para publicar um livro? “Minha visão sobre custos é muito ampla. Acredito que o valor de uma publicação de cinco até cem mil, sendo que em alguns casos envolve muito mais dinheiro. Tudo depende do que vai ser feito no projeto a ser criado. Atualmente, temos muitas gráficas que fazem um trabalho independente, mas alguns trabalhos ficam legais e muitos outros não. Esse é o grande perigo do autor que quer se lançar no mercado. Uma gráfica é especializada em produção de livros e uma editora é especializada em lidar com a questão da publicação, entendendo que a obra precisa de redação, produção e mudança de linguagem.”


Para a especialista, há um certo preconceito com a literatura do nosso país. “Alguns brasileiros ainda dizem que tudo lá de fora é sempre muito melhor, sendo que está na hora de nós valorizarmos o nosso país. É claro que existe a falta de qualidade na literatura, mas ela acontece também no estrangeiro e não somente aqui. Não estou dizendo que os livros internacionais são ruins, só estou afirmando que existem autores fantásticos no Brasil e eu os valorizo demais. Criatividade não tem nome de país e acontece para pessoas que querem se desenvolver dentro da sua área de conhecimento”, fala.

Por Laura Leite

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