Hemocentros sofrem com escassez nas bolsas de sangue desde agosto

O Hemocentro Regional de SBC está com o estoque de sangue abaixo de 50% e situação pode piorar neste final de ano

Os hemocentros de São Paulo estão em estado crítico, desde agosto. De acordo com a Fundação Pró-Sangue, os sangues do tipo B-, B+, O+ e AB são os que estão mais em falta. As bolsas do tipo A+, O- e A- são as que ainda têm um número razoável no estoque, mas com a proximidade das festas de fim de ano, podem entrar em estado de emergência. No caso de São Bernardo, o Hemocentro Regional se encontra com o estoque de bolsas de sangue abaixo dos 50%.

Nelci Couto Wanderley, responsável pela captação de doadores do Hemocentro Regional de São Bernardo do Campo afirma que os períodos sazonais influenciam na baixa das bolsas de sangue. “Nós estamos com o estoque bem abaixo do esperado, mais por conta das férias. Necessitamos de muita ajuda da população, porque nosso problema é muito sério.” Nelci afirma que palestras e campanhas em escolas e faculdades são fundamentais para divulgar a importância da doação de sangue, porém critica as empresas que não cedem os funcionários para doar sangue. “As empresas nos ajudam com a divulgação da doação, mas na hora de disponibilizar os funcionários para doarem, não permitem.”

Vagner Aparecido Schmidt (59 anos), representante de vendas e morador de São Caetano, é doador de sangue há 15 anos. Vagner doa sangue duas vezes por ano e culpa a falta de campanhas de conscientização na mídia pela baixa no estoque dos hemocentros. “A falta de divulgação não estimula as pessoas a doarem. Muita gente não doa porque não tem conhecimento ou acha que é um incômodo”. O representante de vendas ressalta também a importância que a doação faz para uma pessoa que precisa. “Doar sangue é doar vida; portanto, todos deveriam doar, nem que seja uma vez por ano”, ensina.

Entretanto, nem todo mundo pode doar sangue, É o caso de Débora Fleming (37 anos), microempresária e moradora de São Bernardo. Débora fez a primeira tatuagem há 7 anos e não pôde doar por um ano. “Após a primeira tatuagem, acabei fazendo outras e deixei de doar. Antes das tatuagens, eu era doadora regular”, lembra. Também não estão aptos a doar sangue pessoas que tiveram hepatite após os 11 anos de idade, ou que tenham evidência clínica ou laboratorial de doenças sexualmente transmissíveis, ou pesando menos de 50kg.

Giovani Rodrigues, estagiário da Redação Multimídia do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo sob a supervisão da professora Eloiza de Oliveira Frederico

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*