Seu Zezé: a enciclopédia do Azulão

Emoção e ensinamentos de vida passados pelo homem que organiza os registros do ClubeAD São Caetano

Mais do que paixão, José Pires Maia, conhecido por “Seu Zezé”, dedica a vida ao Azulão. Há muito tempo ele faz o trabalho que qualquer torcedor fanático adoraria realizar: cuida dos registros históricos do clube. Aos 80 anos, agraciado com o título de cidadão sul-caetanense, o Seu Zezé afirma que não perde uma infomação, sendo que são mais de dois mil documentos acumulados. Quando perguntado sobre a responsabilidade de carregar no peito a trajetória do Azulão, ele sorri. “Eu fico muito feliz em ter o São Caetano como minha casa, já com mais de 50 anos de trabalho profissional em minha vida. Posso dizer que é uma bênção enorme e agradeço todos os dias”.

AN: Que honra entrevistar um morador tão ilustre, afinal, são 50 anos em São Caetano sendo que o senhor tem boa parte de sua vida dedicada a esta cidade, certo?

Seu Zezé: Sabe, São Caetano me recebeu no ano de 1946, na antiga escola de padres Sagrada Família. Por todos esses anos já tive muitos trabalhos: engraxate, pintor de parede, açougueiro, farmacêutico e no bar com papai, que partiu ainda cedo aos 70 anos. Trabalhei com ele por 15 anos.

AN: Desde cedo já com gás para trabalhar desta forma, esperava que seria o responsável por registros tão importantes para a história do clube e da cidade?

Seu Zezé: Meu irmão, professor de matemática e francês, me ajudou muito nesta trajetória com um dos baluartes da cidade para galgar todos os degraus. A gente se sente realizado, porque é um eterno aprendizado em nossa vida, A gente é um benção do alto. Independente disso, gostamos de todos os clubes. Ainda garoto, falava as escalações do São Paulo, Palmeiras, Santos .

AN: Há alguns anos, tivemos a infelicidade de assistir em rede nacional o jogador Serginho morrendo em campo em um jogo contra o São Paulo, em 27 de outubro de 2004. Quais as lembranças do jogador e qual aprendizado para o Clube?

Seu Zezé: Tem um fato inusitado em tudo isso. Ele apesar de ter nos deixado, não foi derrotado na ú,ltima partida. Quando faleceu a partida estava empatada e de fato foi um acontecimento nefasto, mesmo que já tenha havido acontecimentos parecidos pelo mesmo motivo. Ele jogou 232 partidas pelo Clube, não foi derrotado em sua morte. Com o retorno desta partida, todos os jogadores muito abalados acabaram perdendo para o São Paulo, mas ele foi um guerreiro. Fizemos um noticiário com tudo aquilo que ele havia feito pelo clube. Foi algo que nos abalou, mas fica uma lembrança boa, porque ele está colocado entre os 10 principais que tivemos. O primeiro é o Silvio Luiz, segundo o Dininho que está com um trabalho com as equipes de base, entre outros também muito importantes.

AN: Pra finalizar, além do Azulão o que o senhor mais leva dentro do coração como ensinamento de vida?

Seu Zezé: O que conta na vida da gente são as grandes amizades e aquilo que recebi de meu pai e minha mãe, que humildemente divido com vocês: essa é a verdadeira grandiosidade, pois é o caminho que devemos seguir. O mundo está meio sem Deus no coração, mas se mantivermos nossas forças, a nossa vida fará todo o sentido”.

O ídolo do Santos, Serginho Chulapa, é o terceiro maior artilheiro do São Caetano com 38 gols

O ex-técnico, Muricy Ramalho passou pelo Ad. São Caetano no ano de 2004, conquistando o Campeonato Paulista do mesmo ano

O jogador, Serginho (morto em 2004), foi um dos jogadores mais atuantes do Clube com 232 jogos

AD São Caetano já deu goleada de 7×1 no ano 2000 no Campeonato Paulista. O Paraguaçuense foi vítima da goleada

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